• Mateus Lamari

Tendinite ou Tendinopatia: Aprenda Como se Previnir

A tendinite é a inflamação ou irritação de um tendão — parte final do músculo que faz a fixação dos músculos com os ossos. Quando essa estrutura é lesionada, a transmissão de força para contrair um músculo e mover um osso fica debilitada e a dor na movimentação é um sinal de que algo está errado. À medida que o corpo vai envelhecendo, os tendões começam a perder força e elasticidade, aumentando o risco de tendinopatias.



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada 100 pessoas sofre com a dolorosa tendinite. Como o corpo humano tem mais de 4 mil tendões — e a tendinite é a inflamação de algum deles —, fica fácil entender porque os números são tão altos.

Também conhecida como tendinopatia, esse problema de desgaste relativamente frequente, não resulta habitualmente de um trauma específico, mas sim de um estresse repetido exercido sobre o tendão. A maioria das lesões são o resultado de desgaste gradual do tendão por utilização excessiva ou envelhecimento.


Todo tendão, da cabeça aos pés, pode sofrer tendinite. Mas, por causa da vida moderna, ligada ao sedentarismo, má alimentação, sobrecarga de trabalho e estresse, as áreas mais afetadas são as dos punhos e antebraços. Mexer repetitivamente no celular, digitar no teclado do computador e até dirigir estão entre as principais causas do problema.

Outra causa importante é em relação a sobrecarga de treinos. Acontece, com mais frequência, quando se ultrapassam os limites de resistência do corpo ou quando ocorre um aumento súbito da intensidade do treino, gerando hipersolicitação das estruturas.


A tendinite pode acometer qualquer pessoa. Mas as maiores vítimas são as que não fortalecem os músculos, deixam o alongamento de lado e adotam uma postura inadequada por longos períodos ao longo do dia.


Uma tendinite pode ter várias causas que podem, frequentemente, ser evitadas. As causas mais frequentes são uma solicitação demasiado intensa e/ou não habitual do tendão e uma irregularidade do tendão devido a um estiramento ou a ruturas parciais do tendão. Em ambos os casos, o tendão faz atrito com o seu revestimento, o que provoca uma irritação e a morte de várias células.

Todavia, podem existir outras causas, mais ou menos graves, para as tendinites:

· a má vascularização natural dos tendões

· o excesso de trabalho

· uma má posição da articulação

· um aquecimento incompleto

· uma malformação ligeira

· importantes impactos em quedas ou choques

· uma repetição de movimentos

· infeções (dentárias, por exemplo)

· a utilização de material inadequado (calçado sem amortecimento...)

Em estágios iniciais, os pacientes relatam dor após a atividade física ou jornada de trabalho. Com avanço do quadro, dor no início, melhora após o aquecimento dos tecidos, mas volta a doer após o seu resfriamento. Com progressão dos sintomas, a dor evolui durante a prática de exercício e limita a realização de esportes, atividades laborais e diárias. Em estágios finais, pode ocorrer a ruptura do tendão e dor no repouso. Podem ser encontrados sintomas de processos inflamatórios: edema, vermelhidão, calor local.


Uma tendinite pode durar dias, semanas, meses… ela eventualmente vira um quadro crônico que desencadeará processos mais sérios, como compressão das articulações, hérnia de disco, desgastes nos joelhos e por aí vai.


Para se manter saudável, o tendão precisa de suporte mecânico, assim por dizer. A melhor maneira de prevenir a tendinite é realizar exercícios diários, a exemplo de alongamento e mobilizações orientadas por um fisioterapeuta. A atividade física moderada, com direito a fortalecimento da musculatura, também é uma grande aliada.


Outra maneira de evitar as tendinopatias é visitar seu Fisioterapeuta rotineiramente. A avaliação e redução do processo inflamatório ainda em fases iniciais abrevia o tratamento e reduz consideravelmente a chance de instalação de uma inflamação, não só do tendão, mas de qualquer estrutura musculoesquelética. As técnicas dependem do local acometido, intensidade da dor e tempo de lesão, dentre outros tópicos a serem analisados através dos testes físico e funcionais. De maneira geral, os próximos tópicos são profiláticos em relação à tendinite:

· Faça um aquecimento progressivo e específico para a atividade subsequente durante, pelo menos, 10 minutos.


· Não esqueça, muito menos abrevie o resfriamento pós atividade. Em torno de 10 minutos, alguns alongamentos sustentados entre 30 e 60 segundos ajudam no retorno gradativo das suas frequências cardíaca e respiratória, além do metabolismo.


· Se vai iniciar uma nova atividade esportiva, frequente algumas aulas experimentais ou com a ajuda de um treinador de modo a adquirir as técnicas corretas.

· Escolha o equipamento correto em função da atividade praticada. O calçado é particularmente importante para evitar as tendinites.

· Recupere depois do esforço (trabalho ou exercício) fazendo alongamentos.

· Beba bastante antes, melhorando assim a propriedade viscoelástica do seu tendão.

· Faça pausas independentemente do esporte ou do trabalho que exerce.


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