• Mateus Lamari

Luxação e Subluxação

A Luxação e a Subluxação são o deslocamento repentino das extremidades dos ossos que formam uma articulação, como por exemplo, as articulações do tornozelo ou do ombro. Quando esse deslocamento ocorre completamente e os ossos perdem contato entre eles, chama-se Luxação, quando a separação é parcial, ou seja, incompleta e ainda existe algum ponto de contato entre os ossos, chama-se Subluxação. Essas lesões, muitas vezes podem causar danos também às estruturas próximas a região afetada, como: músculos, ligamentos, vasos sanguíneos.



• A maioria das lesões em articulações resulta de lesões ou esforço excessivo.

• A parte luxada dói (sobretudo quando for usada), fica geralmente inchada e pode apresentar hematomas ou ter aspecto deformado, torcido ou fora do lugar.

• Também pode haver presença ou desenvolvimento de outras lesões, como fraturas, danos em vasos sanguíneos e nervos, síndrome compartimental, infecções e problemas articulares duradouros.

• Às vezes, os médicos conseguem diagnosticar luxações com base nos sintomas, nas circunstâncias que causaram a lesão e nos resultados de um exame físico, mas às vezes são necessárias radiografias ou outros exames de diagnóstico por imagem.

• O tratamento envolve a recolocação dos fragmentos ósseos no lugar (redução), geralmente por manipulação e imobilização, mas às vezes é necessário realizar cirurgia.

• Muitas luxações não causam problemas duradouros, mas algumas enfraquecem ou laceram os ligamentos e tendões que estabilizam a articulação.

• As articulações podem se tornar rígidas, e os músculos podem encurtar ou atrofiar quando uma articulação é imobilizada.


As articulações são parte do sistema musculoesquelético, que consiste em ossos, músculos e os tecidos que os ligam (ligamentos, tendões e outros tecidos conjuntivos, chamados tecidos moles). O sistema musculoesquelético confere ao corpo a sua forma, a sua estabilidade e permite a sua movimentação.


As luxações/subluxações podem ser acompanhadas de lesões a outros tecidos do sistema musculoesquelético, como as seguintes:

• Fraturas: Os ossos podem apresentar fissuras ou fraturas. Geralmente, os tecidos ao redor dos ossos fraturados também estão lesionados.

• Entorses: Os ligamentos (que prendem osso a osso) podem sofrer ruptura.

• Estiramentos: Os músculos podem ser lacerados.

• Ruptura de tendão: Os tendões (que prendem músculo a osso) podem sofrer ruptura.


Luxações, fraturas, entorses e estiramentos (coletivamente chamados de lesões musculoesqueléticas) variam consideravelmente quanto à gravidade e ao tratamento necessário.


As luxações podem ser abertas (a pele está lacerada) ou fechadas (a pele não está lacerada).

As luxações geralmente envolvem um membro, mas podem ocorrer em outras partes do corpo, como mandíbula, pescoço ou coluna.


O prognóstico e o tratamento de luxações variam enormemente dependendo da localização e da gravidade da luxação.


Causas


Traumatismo é a causa mais comum das luxações e outras lesões nos tecidos musculoesqueléticos. O traumatismo inclui:


• Força direta, como ocorre em quedas ou acidentes com veículo a motor

• Desgaste por uso repetido, como ocorre durante as atividades diárias ou resulta de vibração ou solavancos

• Esforço excessivo, como ocorre quando atletas treinam em demasia

A gravidade de uma luxação depende parcialmente do tipo e da força do traumatismo que a causou.

Algumas luxações ocorrem durante a prática de certos esportes.


Alguns distúrbios são mais prováveis de causar luxações. Um exemplo é a Síndrome de Ehlers-Danlos, uma doença hereditária rara do tecido conjuntivo que faz com que as articulações fiquem flexíveis de um modo incomum. As pessoas com esta doença são mais suscetíveis a luxações, lesões e entorses.


Sintomas


Quando ocorre uma luxação, os ossos podem ficar nitidamente fora do lugar. A articulação pode parecer deformada ou torcida. Um osso pode se projetar para fora de modo anormal, fazendo com que a pele ao redor se estique e fique protuberante.


As luxações causam os seguintes sintomas:

• Dor

• Inchaço

• Incapacidade de usar a parte lesionada normalmente

• Mancha roxa ou descoloração

• Possível perda de sensação (dormência ou sensações anormais)


A área ao redor da luxação dói, sobretudo quando as pessoas tentam colocar peso sobre ela ou usá-la. Ela fica sensível ao toque.


Muitas vezes, é difícil mover a parte lesionada (por exemplo, braço, perna, mão, dedo da mão ou do pé) normalmente.


Desenvolvem-se hematomas ao redor da articulação luxada. Eles surgem quando há sangramento debaixo da pele. No início, o hematoma apresenta uma cor arroxeada, tornando-se verde e amarelo ao longo de vários dias, à medida que o sangue é degradado e reabsorvido pelo organismo.


Como dói muito mover a parte lesionada, algumas pessoas não querem ou não conseguem movê-la. Se as pessoas (como crianças pequenas ou pessoas idosas) não puderem falar, a recusa em mover uma parte do corpo pode ser o único sinal de uma luxação.


Tratamento


• Tratamento de quaisquer complicações sérias

• Alívio da dor

• Proteção, repouso, gelo, compressão e elevação (PRICE)

• Realinhamento (redução) de partes que estão fora do lugar

• Imobilização, geralmente com tala ou gesso

• Às vezes, cirurgia


Complicações sérias de luxações requerem tratamento imediato. Sem tratamento, as complicações podem piorar, tornando-se mais dolorosas e tornando a perda de função mais provável. Além disso, algumas complicações, como a síndrome compartimental, requerem atendimento de emergência. Sem tratamento, essas complicações podem causar problemas sérios ou até mesmo a morte.


Se as pessoas acharem que têm uma fratura ou outra lesão grave, elas devem ir ao pronto-socorro. Se elas não conseguirem caminhar ou tiverem várias lesões, elas devem ir de ambulância. Até que consigam obter ajuda médica, elas devem fazer o seguinte:

• Impedir a movimentação do membro lesionado (imobilizá-lo) e apoiá-lo com uma tala improvisada, tipoia ou almofada.

• Elevar o membro, se possível acima nível do coração, para limitar o inchaço

• Aplicar gelo (envolvido em uma toalha ou pano) para controlar a dor e o inchaço

Reabilitação e prognóstico


Muitas luxações e lesões relacionadas se resolvem bem e não geram muitos problemas. Entretanto, algumas não saram completamente mesmo que forem diagnosticadas e tratadas adequadamente.


O tempo que uma lesão demora para sarar varia de semanas a meses dependendo do(a)

• Tipo de lesão

• Localização da lesão

• A idade da pessoa

• Outros distúrbios presentes


Por exemplo, crianças saram muito mais depressa do que adultos e alguns distúrbios (incluindo os que causam problemas com a circulação, como diabetes e vasculopatia periférica) retardam a cura.


Geralmente as pessoas sentem algum desconforto durante as atividades, mesmo depois que as lesões tiverem sarado o suficiente para permitir que coloquem seu peso todo sobre a parte lesionada. Algumas pessoas também percebem que a parte lesionada fica mais dolorida e rígida quando está frio.


Ficar imobilizado enrijece as articulações, e os músculos enfraquecem e encolhem porque não são usados. Se um membro for imobilizado em gesso, a articulação afetada fica mais rígida a cada semana, e as pessoas acabam não conseguindo estender e flexionar o membro totalmente. Esses problemas podem se desenvolver rapidamente e se tornar permanentes, geralmente em pessoas idosas.


Para prevenir ou minimizar a rigidez e ajudar as pessoas a manter a força muscular, os médicos ou fisioterapeutas podem recomendar exercícios diários, incluindo exercícios de amplitude de movimento e fortalecimento muscular. Enquanto a lesão está cicatrizando, as pessoas podem exercitar o resto do corpo, conforme instruído pelo fisioterapeuta.


Depois que a lesão tiver cicatrizado o suficiente e a articulação não estiver mais imobilizada, as pessoas podem começar a exercitar o membro lesionado. Ao realizar exercícios, elas devem prestar atenção às sensações que derivam do membro lesionado e evitar realizar exercícios fortes demais. Se os músculos estiverem fracos demais para que as pessoas os exercitem, o fisioterapeuta move os membros por elas. Contudo, basicamente, para reconquistar a força total de um membro lesionado, as pessoas precisam mover seus próprios músculos (chamado exercício ativo).


Exercícios para melhorar a amplitude de movimento e a força muscular, bem como para fortalecer e estabilizar a articulação lesionada, podem ajudar a prevenir a recorrência de luxações e problemas ao longo prazo.


Mas atenção!


Procure por profissionais capacitados e com ampla experiência nesses quadros. O tratamento inadequado pode gerar sequelas irreversíveis. A Clínica Lamari possui equipe multidisciplinar completo com ênfase na melhora integral do paciente.


Instagram

Facebook

Youtube

Spotify

Obrigado!

235 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo